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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

0 Dilma é a menos conhecida entre os 10 principais líderes, diz pesquisa

A presidente da República, Dilma Rousseff, é a menos conhecida entre os dez maiores líderes globais, segundo uma pesquisa do instituto japonês GMO, realizada com mais de 26 mil pessoas em 30 países dos cinco continentes. A mandatária brasileira é conhecida por 25,4% dos entrevistados, ficando atrás do presidente da África do Sul, Jacob Zuma (27,8%), e do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (32,9%). O líder mundial mais conhecido é o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (93,9%), seguido do presidente da Rússia, Vladimir Putin (79,3%), e do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron (66,8%).

Nem mesmo no Brasil Dilma, que já está há quatro anos no poder, é conhecida por toda a população. Aqui, 87,7% dos entrevistados a reconhecem. Fora do País, a presidente é mais conhecida no Chile (78,7%), mas poderia andar tranquilamente pelas ruas da Austrália sem medo de ser incomodada (3,4%). Na verdade, isso de fato ocorreu, em novembro deste ano, quando ela participou da reunião do G-20 em Brisbane.

Entre os brasileiros entrevistados, a administração Dilma Rousseff recebeu uma nota 6,3, ficando em sexto lugar entre os dez líderes globais. O mais bem avaliado entre seu próprio povo é o presidente da China, Xi Jinping, com nota 9,0, e o lanterninha é o presidente da França, François Hollande, que ficou com 4,8. Questionados se confiam na capacidade de Dilma de lidar com assuntos domésticos, 29,5% do brasileiros responderam afirmativamente. Em relação a assuntos internacionais, a avaliação é melhor (36,4%).

"Dilma, Hollande e Zuma parecem não ter confiança da população sobre a maneira como lidam com assuntos domésticos e internacionais", diz Tony Saich, pesquisador do Ash Center for Democratic Governance and Innovation, da Universidade Harvard, que analisou os números da pesquisa do instituto japonês GMO.

Segundo o pesquisador, a sondagem mostra que a avaliação dos líderes nacionais é influenciada pela geopolítica e que existe uma correlação entre a natureza do sistema político e a opinião dos cidadãos sobre seu líder. Ou seja, em países com regimes mais fechados ou ditatoriais, a avaliação das pessoas sobre o mandatário é melhor, já que a liderança é menos questionada e os meios de comunicação são censurados.

Quando questionados sobre se a estratégia de desenvolvimento do país está correta, o Brasil aparece em 18º lugar, com 45,1% de aprovação. A Índia lidera o ranking, com 87,8%, enquanto a Itália está na rabeira, com 17,0%.

Agência Estado

0 Corrupção atinge 'funcionários da Petrobras', diz Dilma em diplomação

A presidente Dilma Roussseff e o vice Michel Temer receberam nesta quinta-feira o diploma da Justiça Eleitoral que lhes garante a posse no segundo mandato. A cerimônia foi realizada na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. O discurso da presidente foi marcado por referências ao escândalo na Petrobras. Acuada pelas denúncias graves, Dilma tratou do caso como se não tivesse qualquer responsabilidade sobre a corrupção na estatal. Ela também tentou se apropriar das investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal.

"Alguns funcionários da Petrobras, empresa que tem sido e vai continuar sendo o nosso ícone de eficiência, brasilidade e superação, foram atingidos no processo de combate à corrupção. Estamos enfrentando essa situação com destemor e vamos converter a renovação da Petrobras em energia transformadora do nosso país", afirmou. "Temos que punir as pessoas, não destruir as empresas. Temos que saber punir o crime, não prejudicar o país ou sua economia", prosseguiu.



Dilma atribuiu a corrupção ao patrimonialismo que, historicamente, contaminou a política brasileira. E pediu um pacto de toda a sociedade para a construção de um "compromisso duradouro" contra o desvio de recursos públicos. Mais uma vez agindo como se não tivesse responsabilidade direta em resolver o problema, ela afirmou que a mudança precisa nascer primeiro fora do governo. "É preciso uma nova consciência, uma nova cultura, fundada em valores éticos profundos. Ela tem que nascer dentro da cada lar, dentro de cada escola, dentro da alma de cada cidadão e ir ganhando de forma absoluta as instituições".

Adotando um tom parecido com o que usou durante as eleições, a presidente disse que a corrupção não pode ser usada para "caça às bruxas": "Não vão ser o emocionalismo nem tampouco a caça às bruxas que vão fazer isso, muito menos a complacência, a ingenuidade ou o conformismo".

Dilma também defendeu as investigações sobre os crimes cometidos durante a ditadura, em uma referência à Comissão da Verdade, mas insinuou novamente ser contrária à revisão da Lei da Anistia para punir responsáveis por abusos durante o regime militar. "Não podemos deixar que a denúncia de crimes do passado traga conflitos anacrônicos no presente".

A presidente também prometeu apresentar no seu discurso de posse "o detalhamento das medidas" que tomará para buscar o desenvolvimento econômico e social do país. Disse, entretanto, que "o crescimento vai se acelerar mais rápido do que alguns imaginam". Sem dar pistas sobre decisões concretas, Dilma afirmou em seu discurso que vai se manter coerente com seus princípios, mas também deixou espaço para guinadas: "Saber vencer é não ter medo de mudar a si próprio, mesmo que isso lhe cause algum desconforto".

Diploma – Dilma e Temer receberam o diploma das mãos do presidente da Corte, o ministro Dias Toffoli. A posse dos dois acontecerá no dia 1º de janeiro. Durante a cerimônia, Toffoli afirmou que não haverá "terceiro turno" e deu uma garantia de que o mandato de Dilma não corre qualquer risco na Justiça Eleitoral. "É uma página virada. Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral. Que os especuladores se calem. Já conversei com a Corte, e é esta a posição inclusive do nosso corregedor-geral eleitoral. Não há espaço para terceiro turno que possa vir a cassar o voto destes 54,5 milhões de eleitores", declarou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na cerimônia, assim como os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Dilma venceu a eleição presidencial no segundo turno, realizado no último dia 26 de outubro. Ela teve 54,5 milhões dos votos, com uma vantagem de aproximadamente 3 milhões de eleitores sobre Aécio Neves.veja

0 Carga tributária atinge recorde de 35,95% do PIB em 2013





A carga tributária brasileira chegou a 35,95% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, ante 35,86% no ano anterior, segundo a Receita Federal. Trata-se do maior patamar na proporção do PIB da série histórica, iniciada em 2004. No ano passado, o PIB brasileiro atingiu 4,84 trilhões de reais, enquanto a arrecadação tributária bruta somou 1,74 trilhão de reais. Em 2013, a União foi responsável por 68,92% da arrecadação; os Estados, por 25,29%; e os municípios, por 5,79%.

A Receita Federal divulgou também dados comparativos sobre a arrecadação brasileira em relação a outros países. Nesse caso, os dados são de 2012, mas confirmam a alta carga tributária que incide no país. O Brasil ficou na 13ª posição entre os países com maior carga tributária da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O primeiro lugar ficou com a Dinamarca, que registrou uma carga tributária da ordem de 48% do PIB, seguida por França (45,3%); Itália (44,4%); Suécia (44,3%); Finlândia (44,1%); Áustria (43,2%); Noruega (42,2%); Hungria (38,9%); Luxemburgo (37,8%); Alemanha (37,6%); Eslovênia (37,4%); e Islândia (37,2%).


Entre os países da América Latina, a carga tributária é a 2ª maior, atrás apenas da Argentina, com 37,3% do PIB. Sem considerar os programas de parcelamento de dívidas tributárias (Refis), a carga tributária atingiu 35,18% do PIB em 2013, um pouco menos que os 35,27% verificados no ano anterior.

(Com Estadão Conteúdo)

0 CORRUPÇÃO: Ex-diretor citou 28 políticos em esquema; alguns são de PE



Primeiro delator da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa citou em 80 depoimentos que se estenderam por duas semanas, entre agosto e setembro, uma lista de 28 políticos – que inclui ministro e ex-ministros do governo Dilma Rousseff (PT), deputados, senadores, governador e ex-governadores. O Estado obteve a lista completa dos citados. A relação inclui ainda parlamentares que integram a base aliada do Palácio do Planalto no Congresso como supostos beneficiários do esquema de corrupção e caixa 2 que se instalou na petrolífera entre 2004 e 2012.

Há nomes que até aqui ainda não haviam sido revelados, como o governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito em 2014, além dos deputados Vander Luiz dos Santos Loubet (PT-MS), Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e José Otávio Germano (PP-RS). Entre os congressistas, ao todo foram mencionados sete senadores e onze deputados federais.

O perfil da lista reflete o consórcio partidário que mantinha Costa no cargo e contratos bilionários da estatal sob sua tutela – são 8 políticos do PMDB, 10 do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Alguns, segundo o ex-diretor de Abastecimento, recebiam repasses com frequência ou valores que chegaram a superar R$ 1 milhão – dinheiro que teria sido usado em campanhas eleitorais. Outros receberam esporadicamente – caso, segundo ele, do ex-senador Sérgio Guerra, que foi presidente nacional do PSDB e em 2009 teria pedido R$ 10 milhões para arquivar uma CPI da Petrobrás no Senado.

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Sobre vários políticos, o ex-diretor da estatal apenas mencionou o nome. Não revelou valores que teriam sido distribuídos a eles ou a suas agremiações. Foram citados os ex-governadores do Rio Sérgio Cabral (PMDB), do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) – que morreu em um acidente aéreo em 13 de agosto, durante campanha presidencial.

Primeiro escalão. A lista inclui também o ex-ministro Antonio Palocci (PT), que ocupou a Esplanada nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma; os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o atual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e ex-ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades).

Os 28 nomes são exclusivamente de políticos que teriam sido beneficiários dos negócios da diretoria de Costa. A Polícia Federal e a Procuradoria da República trabalham com outros nomes de políticos que se relacionavam com os ex-diretores da estatal Renato Duque (Serviços) e Internacional (Nestor Cerveró).

As revelações foram feitas em depoimentos prestados por Costa à força tarefa da Lava Jato e fazem parte do acordo de delação premiada firmado pelo ex-diretor com o Ministério Público Federal em troca de redução da pena. Desde que sua delação foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal, ele cumpre prisão em regime domiciliar, no Rio.

Alguns nomes dessa lista também aparecem na relação fornecida pelo doleiro Alberto Youssef, que firmou acordo semelhante – ainda não homologado pelo ministro Teori Zavascki, do STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve denunciar os envolvidos no esquema de desvios da estatal em fevereiro, quando tem início a nova legislatura (mais informações no texto abaixo).

A delação do ex-diretor da Petrobrás, já homologada pelo Supremo, estava com Janot desde novembro. Ele aguarda o teor do depoimento de Youssef para cruzar os nomes citados, o que deverá ser realizado até o início da próxima legislatura.

Foro. Na troca da composição do Congresso, alguns dos citados perdem foro privilegiado e passam a ser julgados pela Justiça de primeira instância. Por decisão do ministro Teori Zavascki, as investigações permanecem divididas entre a Suprema Corte e a Justiça Federal no Paraná, onde serão investigados os acusados que não têm mandato.

A lista de 28 nomes foi revelada por Costa exclusivamente no âmbito da delação premiada. Como são citados políticos com foro privilegiado, o caso foi parar no STF. Em depoimentos à primeira instância da Justiça Federal, o ex-diretor da Petrobrás não falou de políticos, mas citou que o PP, o PMDB e o PT recebiam de 1% a 3% sobre o valor dos contratos da estatal para abastecer caixa de campanha.

A investigação desvendou uma trama de repasses a políticos na estatal. A Lava Jato foi desencadeada em março e identificou a parceria de Costa com o doleiro Youssef. Na última fase da operação, deflagrada em 14 de novembro, foram presos os principais executivos e dirigentes das maiores empreiteiras do País, todos réus em ações penais por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, crimes de cartel e fraudes a licitações.Do Estadão/blog Fausto Macedo
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